domingo, 6 de novembro de 2016

Algumas conhecidas minhas diriam que eu insisto em falar sobre criatividade porque sou aquariana... mas que nada!

Foto: Lucelena Martins de Souza

  Você sabia que os engenheiros da NASA são considerados os profissionais com o mais alto nível de criatividade e que essa capacidade  se equipara à de  uma criança na faixa de 3 a 5 anos?
  O que acontece para que os níveis de criatividade das crianças caiam de forma vertiginosa à medida que elas avançam na escolaridade, apresentando níveis esmagadoramente baixos durante os anos de ensino superior?
  Estas são questões preocupantes, que precisam ser consideradas e as ações redirecionadas.
  Ao falarmos em criatividade como um processo que oferece algo novo, aceito e útil, como alterar tal situação de maneira a favorecer a aprendizagem das crianças que já nasceram num mundo digital e aprendem a acessar, disseminar, produzir e compartilhar informações?
  Algumas ações intencionais podem garantir a manutenção da criatividade, que é espontânea na criança e muitas vezes esmagada pelo contexto.
  Procure:

  • Estabelecer um ambiente criativo, respeitando a individualidade, valorizando o esforço e as realizações próprias e originais.
  • Favorecer  vivências emocionais vinculadas à criatividade, propondo contato com música, desenho, pintura, atividades físicas, rítmicas...

Montagem realizada por educadoras da escola Eduque
Foto: Lucelena Martins de Souza


  • Promover convivência e enfrentamento de situações-problema.
  • Estimular a curiosidade, propondo que a criança avance no que foi solicitado.
  • Expor situações inovadoras.


quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Experimente... Leia para uma criança

Mãe /Professora recomenda:

Jullipop e Iuna
Foto: Tatá Muniz

Nesta postagem a proposta foi reunir, de forma COLABORATIVA, vivências de mães /professoras. Cada convidada indicou o livro preferido do filho e  relatou o motivo da escolha.
Esta pode ser uma oportunidade para aproveitar as sugestões e propor momentos bem gostosos com seus filh@s.
Vou começar a indicação apresentando livros que marcaram muito a infância de meus filhos (hoje adultos).

  • Lucelena- mãe de Henrique e João Victor-  - Trabalha como Coordenadora Pedagógica de Ensino Fundamental.

Preferência de Henrique aos 3 anos

Margarida Friorenta - Fernanda Lopes de Almeida - Ed. Ática


Ele costumava pedir repetição da história e concluía contando: “Entendi mamãe: ela não tinha frio de cobertor, ela tinha frio de carinho”.

Preferência do João Victor aos 10 anos

               
Chega de Saudade – Ricardo Azevedo -Ed. Veredas.
Araújo Ama Ofélia – Ricardo Azevedo – Ed. Melhoramentos.



Este foi um livro especial, indicado para leitura na escola, que despertou o desejo de ir além do meu filho. Pesquisou e quis conhecer mais o autor e sua obra.

A narrativa retrata uma situação que acontece na cidade de São Paulo e cita nome de ruas.
Ele pediu para conhecer as imediações relatadas na história. Compramos outros livros do autor.





  • Cristiane é mãe do Matheus e da Gabriella e trabalha como assistente de coordenação de escola da rede particular.


Preferência de Matheus, 8 anos.

Asas - Maya Hanoch - Ed. Peirópolis.





 
 Por que ler? Para conhecer a história de Lia, menina que pede para a mãe ilustradora pintar um retrato dela, mas com asas. Depois de muitas tentativas diferentes... Lia tem um sonho muito especial!










Preferência de Gabriella, 1 ano.
O que tem dentro da sua fralda?  Guido Van Genechten   - Ed. Brinque Book



Gabyzinha ouve atentamente a história, gosta de descobrir o que tem dentro da fralda do Ratinho e de seus amigos: Coelho, Cabrita, Cachorrinho, Bezerro, Potrinho e Porquinho.















  • Kátia é mãe da Rafaela e do Elias e professora de crianças de três anos.

Preferência de Rafaela, 8 meses.
O Sapo Bocarrão - Keith Faulkner  - Editora Brinque Book


Rafa escuta a leitura atenta e quando fecho o livro e digo que acabou, chora. No momento em que recomeço, bate as perninhas de alegria.·.

Preferência de Elias, 5 anos.
BGA - O Bom Gigante Amigo - Roald Dahl - Editora 34



Elias acompanha a leitura por capítulo na escola, pediu para assistir ao filme e para comprarmos o livro. Estamos lendo em casa também.·.














  • Adriana, mãe do Gustavo, é professora de crianças de três anos.

Preferência do Gu, 5 anos.
João e Maria - Hervé Le Goff – Companhia das Letrinhas
Sopa de bruxa – Jeong Hae-Wang - Editora Callis




                        
O Gu tinha muito medo de Bruxa. Mas os livros escolhidos eram sempre de Bruxas. Aos poucos foi superando o medo e esse ano (agora) no Halloween ele disse que não tem mais medo. Acredito que as histórias ajudaram a superar o medo. 
O Momento mais aguardado é a hora que aparece a bruxa.
Obs: Mesmo com muito medo, mãos suadas... Os livros eram de bruxas e filmes também kkkk assistiu todos 


  • Karina, mãe de Caio Henrique e do Pedro, é professora de crianças de 3 anos.

Preferência do Pedro, 7 anos.
 Cinderela, uma história de amor art Déco   Lynn Roberts - Editora Zástras.
 


É uma história diferente da história que conhecemos. A Cinderela sofre bastante. Mas ao invés da carruagem de abóbora tem um carro bem luxuoso.
Pedro gostou muito das imagens.

Preferência do Caio Henrique, 12 anos.
Eu sou Malala – Malala Yousafzai – Editorial Presença



Por que ler? Para conhecer a história de uma menina que defende os direitos das meninas e conta como era o dia a dia da família dela lá no Swat, local onde acontece o terrorismo, repleto de bombas. Sua família era guerreira,  mas pensavam positivo sobre a vida.


domingo, 30 de outubro de 2016

Da oralidade às redes digitais


Ao longo do desenvolvimento da humanidade, da passagem da oralidade às redes digitais, a relação do homem com a tecnologia formata um novo estar e sentir o mundo.
Do maternal à faculdade, as escolas recebem as primeiras gerações que cresceram usando computadores e aparatos tecnológicos, os nativos digitais.  O acesso às mídias está cada vez mais facilitado. Nossas crianças compartilham ideias, transitam pela rede e divulgam suas descobertas – gostam de trocar, interagir, produzir conhecimento, criar blogs, fazer tutoriais, são Youtubers.

@s alun@s processam as informações de forma bem diferente das gerações anteriores e para isso precisam de novos formatos de ensino. Observe a pirâmide, que apresenta constatações a respeito de situações nas quais @ alun@ tem função ativa  (demonstrações, discussões, aulas práticas, simulações e oportunidade de ensinar seus pares) e a retenção da informação/aprendizagem ocorre com maior êxito.

Pirâmide de aprendizagem
Taxa média de retenção da informação

Fonte: National Training Laboratories, Bethel,Maine

Para el@s, é preciso pensar uma educação que privilegie a comunicação, o trabalho em grupo, que propicie que coloquem a mão na massa e busquem soluções para os problemas, tornando-@s protagonistas da aprendizagem. Nesse cenário, @ profess@r – muitas vezes, imigrante digital - também ocupa outro papel, deixa de ser detentor do conteúdo e passa a ser um/uma mediad@r, que acompanha, orienta e problematiza, desenvolvendo competências transversais -“o conjunto formado pelo conhecimento que é o saber, pela habilidade que é o saber fazer e pela atitude que é o optar por fazer.” - NAKAO; BORGES; SOUZA & GRIMONI (2012).



Como você, professor@, está se qualificando para receber est@ alun@ ?

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

A simplicidade é complexa

Ariadne - Adriana Yazbek 
2014/2015/2016 - Obra exposta em SESC Ipiranga-Outubro/2016
Foto: Henrique Lee



Ontem, ao assistir à aula de uma formação da qual participo, tive o privilégio de ouvir um professor – físico,  astrônomo e astrofísico – expor para um grupo de educadores a teoria da relatividade geral de maneira bastante acessível. A proposta era discutir o uso da tecnologia na educação.
 Desde então, sua explicação vem me acompanhando, não pela temática, mas pela extraordinária competência e generosidade de proporcionar o acesso simples a algo tão complexo.


Para os colegas que escolheram a educação como profissão, arrisco afirmar que foram modelos como este que inspiraram a busca pela carreira e quero acreditar que isso deva continuar acontecendo.

Acompanhamos uma geração que  faz uso dos mais variados aparatos tecnológicos e obtém informações com um simples click. Certamente, a tecnologia ajuda muito, mas  se considerarmos as maravilhas tecnológicas integradas à mediação de qualidade - o olho no olho e a escuta cuidadosa - as chances de formação de qualidade só aumentarão.
Profess@r tem de ser facilitador para que @ alun@ ocupe o lugar de protagonista da aprendizagem.
E você? Simplifica ou complica?




domingo, 23 de outubro de 2016

Avó – “ensinante” ou “aprendente”?

 O texto abaixo nasceu como um pedido e virou um presente.
 Eliana M. Tayano é minha primeira convidada para escrever no blog. Para quem a conhece as apresentações são desnecessárias, para os leitores, um convite à sensibilidade.

Este é o propósito do Aponte.


  
Minha vida profissional inteira foi dedicada à educação de crianças, jovens e              adultos. Como mãe, nunca deixei de ser educadora também. Hoje, avó de duas meninas, uma de sete e outra de nove, paro para pensar sobre esse papel tão arraigado em mim.
E concluo que, com elas, mais aprendo do que ensino

    • Aprendo, por exemplo, que tenho muito mais resistência do que pensava ter. Posso jogar bola, dançar, brincar de correr, de esconde-esconde, não incansavelmente, é claro, mas muito além do meu limite físico. Ou seja, estou viva!!!
    • Aprendo que continuo a ser modelo de comportamento. Fico maravilhada ao ser “repreendida” por querer responder rapidamente (para não dizer “afoitamente”) a uma pergunta, como se a neta não pudesse esperar alguns segundos (“Vovó, você falou de boca cheia!”). Ah, quanto prazer ao presenciar minha netinha (a mais velha em idade cronológica, mas, devido às necessidades especiais que possui, bem mais nova quanto à capacidade de pensar e falar) imitando a forma como eu degusto uma laranja ... como me penteio (ou me “despenteio” para realçar meus cachos!) ... como me levanto do chão (o que de fato não é mais tão fácil como era antes!). Ou seja, elas me observam, me imitam, me corrigem!!!
    • Aprendo que “- eu te amo!”, a frase mais linda que eu já ouvi em toda minha vida (e uma das poucas frases que minha netinha – a de nove anos, emite de forma espontânea), é fruto das nossas intensas trocas de afeto e nos liga de forma absolutamente sincera e verdadeira. Ou seja, estou apaixonada!
    • Aprendo que o tempo tem outra dimensão, primeiramente porque os minutos e horas na companhia delas duram um tempo diferente dos minutos e horas em que faço outras atividades diárias. É um tempo de olhar para ver ... com calma ... sem pressa... cada gesto expresso por elas, cada ação ... e de apreciar, com gosto, o que produziram. Mas o tempo tem outra dimensão também porque o tempo delas não é o do relógio.  Pensando bem, sou capaz de fazer com que o mundo pare e espere, porque o ritmo de cada uma delas para executar o que se propuseram a executar é diferente e precisa ser respeitado. Ou seja, mesmo imensamente avó, continuo sendo educadora!!!






Eliana Mesquiatti Tayano
Neuropsicóloga 

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Aponte 2017 ... Escolha da escola



O fim do ano se aproxima e chega o momento de fazer um balanço, analisar as escolhas feitas em 2016 e redirecionar o rumo para 2017.
Se o momento for de busca por uma nova escola para seu filho, avalie os seguintes aspectos:

  • Quem são vocês? Quais valores e necessidades sua família tem?
  • Considere a localização da escola, calcule a distância até a sua casa e verifique a logística deste deslocamento.
  • Agende uma visita - muitas escolas fazem esse contato através do site.

    • Nesse momento, aproveite para conhecer o site da instituição, ele traz dados a serem considerados - considere, inclusive, a ausência de informações.
    • Visite a escola, de preferência no horário de aula. Você terá a oportunidade de imaginar seu filho no espaço, além de observar se a proposta condiz com as expectativas da sua família.
    • Pergunte sobre a equipe e como a escola promove a formação dos profissionais.
    • Procure compreender como o sistema de avaliação é proposto.
    • Avalie a estrutura da escola.
    • Calcule os gastos além da mensalidade – cursos extras, transporte escolar, etc.
    • Depois de visitar as escolas, selecione até duas opções e leve seu/sua filho(a) para conhecer. Essa é uma decisão dos pais e os filhos poderão participar quando a escolha estiver na fase final.


    Lembre-se:
    Depois de tudo checado, é preciso considerar que sua participação e acompanhamento, na vida escolar de seu/sua filho (a), será o diferencial.


    sexta-feira, 14 de outubro de 2016

    Déjà-vu



    Durante meu dia de trabalho, dedico algum tempo a atendimentos com famílias e profissionais (psicólogos, psicopedagogos, fonoaudiólogos) que acompanham o percurso de aprendizagem de estudantes.
    Num destes encontros, ouvia um profissional relatando que a mãe de um aluno que tem dificuldades não se faz presente, que vive culpada por trabalhar demais, que no fim de semana teima em ter a família unida, que isto, que aquilo... E que tudo isso interfere muito no desenvolvimento da criança, claro.
    Aos poucos, senti que estava vivendo um déjà-vu.... E minha  imagem passou a ocupar um lugar naquela narrativa, SENTI a angústia e as necessidades da mulher/mãe que se supera a cada dia na busca de acertar e, mesmo assim, é tida como o foco da dificuldade do filho em crescer...

    Pode?


    Claro que pode!